A Igreja Matriz Sagrada Família foi inaugurada em 06 de Julho de 1937, após a desativação da Igreja Matriz Velha do Bairro Fundação. Sua arquitetura foi obra do Padre Alexandre Grigolli, da Congregação dos Estigmatinos. As obras da construção da Igreja foram iniciadas em 1932, em terreno doado à Paróquia de São Caetano pela família de Ernesto Baraldi. A obra foi erguida entre 1933 e 1938, e a primeira missa celebrada no Natal de 1936. Uma das características mais importantes deste templo é a qualidade da pintura sacra executada pelos irmãos Gentili, Pedro e Ulderico, italianos de reconhecimento internacional. A Matriz Sagrada Família é o principal templo católico de São Caetano do Sul e referência histórica e cultural da cidade.
Congregação dos
Sagrados Estigmas
Igreja Matriz Sagrada Família
São Caetano do Sul - SP
HISTÓRICO
A História da Matriz Sagrada Família de São Caetano do Sul tem início quando o padre Grigolli começa a perceber que a cidade esta crescendo e se afastando cada vez mais do Bairro da Fundação - onde está localizada a igreja construída por volta de 1877. A cidade aumenta e caminha em direção à área em que hoje estão as grandes indústrias e a Matriz Sagrada Família de São Caetano do Sul ganha importância na região.
Hoje, com mais de meio século, a igreja de são Caetano sofre um processo de restauração para recuperar a beleza que o tempo encobriu nos seus murais e afrescos. “O tempo provoca um desgaste natural. As tintas esmaecem, perdem cor e força”, explica padre Paulo Campo Dall’Orto, pároco local. Segundo ele, essa igreja é uma verdadeira obra de arte, reconhecida por quem entende do assunto. A algum tempo, tendo recebido a visita de padres europeus, acostumados às belezas e riquezas das igrejas européias, verificou que ele ficaram surpresos e admirados com o trabalho.
“Eles ficaram empolgados com a obra do padre italiano Alexandre Grigolli, responsável pela idealização da igreja e autor da Via Sacra. Aliás, a igreja também teve a colaboração do Pe. Ézio Gislimbert, que acompanho as obras desde o inicio, e assumiu todo o comando depois que o Pe. Grigolli voltou para a Itália.
Em busca da origem
Entusiasmados com o trabalho que vem desenvolvendo em sua paróquia, Pe. Paulo não esconde as muitas batalhas que tem enfrentado, como o descrédito quando à obra que está realizando. “Muitos não acreditam que estamos fazendo renascer as cores originais, enegrecidas pelo tempo e pela poluição. Até o final do ano, pretendemos terminar a restauração e a limpeza das pinturas. Só então, daremos inicio às reformas na parede externa da igreja. De qualquer forma, o trabalho ainda é bastante longo e cansativo. Começou a mais de um ano, quando foi colocado piso de granito e os bancos foram trocados. As obras ainda irão se prolongar por mais um ano, quando finalmente estarão concluídas todas as etapas”.
Foto interna da Igreja
PRIMEIRA RESTAURAÇÃO EM 1987
Restauração
Um problema
ou um desafio
para a arte?
A tarefa mais difícil é, sem dúvida, arrecadar fundos para a conclusão, Para isso, todos os recursos são válidos, desde a promoção de chás, festas e feijoadas beneficentes, além , é claro, de solicitar doações. “A obra é muito cara. Freqüentemente preciso ir em busca de dinheiro. Por isso, tenho procurado as grandes empresas, como a General Motors, que nos ajudou com uma doação; fui buscar recursos da Prefeitura, onde também fui atendido. Estou me emprenhando em terminar a reforma para poder entregar a igreja às futuras gerações”, explica Pe. Paulo.
Compromisso com a História
Após ter passado por várias reformas (a última em 1952) a Matriz Sagrada Família esta ganhando nova vida. Para o Pe. Paulo Campo Dall’Orto, com certeza, esta será a obra mais duradoura.
Antes
Depois
“É um patrimônio da população. A igreja não é propriedade do padre. Ela é parte da cidade. Tentei conscientizar a população, quando à necessidade de preservarmos esta construção. Se isso não fosse feito, daqui a alguns anos ninguém iria perdoar os padres católicos de São Caetano do Sul por permitirem a deterioração de uma obra de arte. A História não iria nos perdoar”.
Padre Paulo:
“A História não iria
nos perdoar”
Artigo da Revista Panorama da General Motors do Brasil - 25 Anos - Ano XXV - Dezembro de 1987 - no.239)
NECESSIDADE DA RESTAURAÇÃO
“A Igreja, de modo geral, desde seus primórdios, sempre deu grande valor às artes e às demais expressões da cultura como instrumento de relevante importância para o exercício de sua missão. As expressões na arte vão se dando de formas variadas, constituindo, depois de 2000 anos, um riquíssimo e esplendoroso acervo que, somado ao conjunto dos demais bens culturais, tais como arquivos, bibliotecas, museus, sem dúvida, corresponde hoje a verdadeiro patrimônio da humanidade e de humanidade”.
O objetivo deste projeto é angariar recursos para a restauração da decoração artística, reforma e revisão da cobertura (telhado, forro e captação de águas), além da conservação do acervo de memória cultural.
Foto 01 - Pintura mural - Coro
Foto 02 - Pintura mural - Coro
Manchas do verniz
(escorrido)
Manchas
esbranquiçadas
Foto 03 - Pintura mural - nave principal lateral direita
Foto 04 - Pintura mural - entrada da igreja - lateral direita
Brilho do verniz (irregularidade na aplicação)
Foto 05 - Pintura mural - nave lateral direita
Filme
Pictórico
Craquelado
- PATROCINADORES DE GRANDE PORTE
Doação acima de R$ 300.000,00
- PATROCINADORES DE MÉDIO PORTE
Doação em cotas mensais durante 30 meses:
- de R$ 10.000,00
- de R$ 5.000,00
- de R$ 1.000,00
- de R$ 500,00
- de R$ 200,00
- PATROCINADORES DE PEQUENO PORTE
Valores a partir de R$ 100,00 durante 30 meses:
Contamos com a sua colaboração na preservação deste patrimônio histórico cultural
que não pertence somente a nossa cidade, mas ao estado e ao país.
“Pois um povo sem memória é um povo sem história.”